Raizhe, agência de marketing B2B em Curitiba
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  • janeiro 25, 2023

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7 ideias (e lições) avançadas sobre marketing digital b2b

Por que muita gente ainda faz marketing digital B2B (para empresas e empresários) como se eles fossem consumidores tradicionais do B2C (business to clients)?

A resposta pode estar em um detalhe simples: alguns profissionais de marketing pensam que as ações do universo B2B e do B2C são iguais. Poucos aplicam táticas específicas para empresas e gestores da forma correta.

O Marketing Digital B2B – business to business – exige que o profissional saiba jogar o jogo do B2B. Alguns desafios desse profissional são:

  • Canais de aquisição: conhecer muito bem os canais de aquisição de clientes
  • Comunicação: saber se comunicar com diversas personas dentro da empresa
  • Tom consultivo: entender que as táticas não podem ser tão agressivas – ser consultivo é melhor do que ser persuasivo
  • Cautela na compra: o ticket mais alto, somado a vários influenciadores na decisão, exige mais cautela
  • Qualidade acima de volume: é melhor pagar caro por um lead qualificado do que barato por um lead ruim
  • Porte da empresa: entender as nuances de empresas pequenas, médias e grandes

E isso não é tão simples quando se trata dos tomadores de decisão das empresas, sejam elas grandes ou micro.

Qual a dor que um empresário pode ter? Como chamar a atenção dele? Como fazer marketing digital B2B da maneira certa?

Essas são as perguntas que vamos responder neste artigo. Além disso, vamos falar de 7 lições avançadas que nós da Raizhe aprendemos ao longo dos anos e que podem contribuir para melhores resultados para você que busca vender para empresas de maneira totalmente online.

Marketing digital B2B: como ele é feito?

O Marketing Digital é feito para impactar e persuadir pessoas pelo Google, por blogs e por sites diversos na internet.

Ele acontece quando alguém vê um banner ou vídeo patrocinado nas redes sociais e clica no anúncio: toda uma jornada de interação entre o usuário e a empresa tem início. Representa um conjunto de ferramentas que mapeiam e filtram públicos e potenciais clientes, tudo baseado em dados, cookies e preferências dos usuários.

Quando falamos de marketing digital B2B, estamos focando nas estratégias que abordam as empresas – ou melhor, os tomadores de decisão que trabalham nelas ou as administram.

Por isso, sempre que desenvolvemos uma CTA (call to action, uma “chamada para ação”) ou uma emoção “por trás” de nossos ads e vídeos, queremos trabalhar com os efeitos que o produto realiza ou que podem ajudar a contribuir em uma empresa ou negócio.

Podemos também dizer que tentamos evidenciar problemas e desejos relacionados aos gestores e aos resultados de uma empresa, algo que não ocorre para produtos feitos para clientes finais (B2C).

Tudo isso muda a forma como os leads são “coletados” e encontrados pela internet, já que as palavras-chave (keywords) e a compra de mídia e espaços publicitários (displays, por exemplo) mudam de acordo com o público e o tipo de produto a ser vendido.

Marketing digital B2B: 7 lições para melhorar suas campanhas e seus resultados

A Raizhe é uma empresa que nasceu no B2B. Quase todos os nossos clientes e toda a carreira dos sócios foram construídos em empresas B2B de alto crescimento, em que o marketing digital era o principal responsável pelo crescimento.

Por isso, temos uma equipe que agregou muito conhecimento ao longo desses anos. Acertamos muitas vezes e outras erramos e, graças a isso, hoje nos tornamos especialistas no assunto.

Toda essa experiência se transformou nas lições e dicas de marketing digital B2B que vamos compartilhar com você. Siga essas lições e seus resultados serão certeiros!

1) Você não conhece seu ICP

Por mais incrível que pareça, 99% das empresas com quem conversamos não sabem responder objetivamente à pergunta: quem é o seu ICP?

Na maioria das vezes a resposta começa com “eu acho”. Mas o que tem de errado nisso? Tudo! Não saber responder o ICP é não saber pra quem você vende. E sem isso, você não tem certeza de quais são os melhores canais e estratégias e, principalmente: será que esse lead que gerei é bom ou não?

Outro grande erro, sintoma do desconhecimento do ICP, é a empresa achar que seu ICP são CEOs, diretores financeiros ou o time de compras. Essas pessoas até podem ser envolvidas na tomada de decisão, mas se elas não sentem a dor do seu produto, não vão querer ter a iniciativa de conversar com a sua empresa.

Por isso, não fazem parte do seu ICP. Você realmente acha que o cara de compras vai se interessar por uma tecnologia que vai ajudar o time de TI? Não! A pessoa de compras quer saber como pode bater a meta dela de explorar seus fornecedores, por exemplo.

Por fim, um último erro muito comum é achar que o ICP são pessoas ocupadas demais para sentir a dor do produto. Por exemplo: “meu ICP são donos de grandes bancos”.

Aí você pergunta: “qual é seu ticket médio?” E a resposta: “R$ 10.000 por mês”. Por mais que seja um ticket legal, isso é o salário de um profissional de nível médio na organização.

Será mesmo que um CEO de um banco que fatura bilhões vai investir seu precioso tempo em algo na ordem de poucos milhares de reais? Ou será que essa pessoa vai delegar isso para um coordenador ou gerente? É óbvio que é a segunda opção.

Para ter total clareza do seu ICP, você pode fazer 2 tipos de análise: qualitativa e quantitativa. Ambas são muito importantes porque se complementam.

  • Análise quantitativa: pegue todos os seus clientes, exporte um “excelzão” com todas as informações possíveis, filtre os melhores e piores com base em alguma métrica-mãe (LTV, churn, ticket médio, ciclo de venda, taxa de conversão etc.) e entenda o que eles têm em comum. Faça o mesmo para os piores clientes: na maioria das vezes, o motivo de os melhores serem os melhores e os piores serem os piores vai estar cristalino na sua frente.
  • Análise qualitativa: converse com o time interno, dos SDRs e vendedores ao CS e à gestão. Pela nossa experiência, quem tem os melhores insights é o time de CS ou atendimento – por estar no dia a dia, entende as dificuldades dos clientes, tem ótimo feeling sobre a qualidade deles e sabe o porquê dos cancelamentos.

Com isso em mãos, você chega a um nível de clareza como: “meu ICP são empresas de tecnologia e educação, entre 50 e 1000 funcionários, que usam RD Station, investem mais de R$ 5k por mês em mídia paga e preferencialmente já usaram ou têm interesse em fazer LinkedIn Ads”.

Depois de ter clareza do ICP, converse conosco para saber como podemos te ajudar a chegar nessas pessoas!

2) O intervalo entre o primeiro contato e a ação

Uma lição importante que uma agência de tráfego pago e marketing digital B2B percebe com o tempo é o “gap” entre a aprendizagem e a ação.

Criar tráfego e anúncios que vão direto para a conversão e o checkout não funciona tão bem quanto no B2C – onde temos o exemplo clássico dos anúncios de tênis e produtos de consumo, com ciclos curtos de venda.

Isso significa que você, como empresa B2B e de serviços, tem que primeiro dar as caras ao seu público, antes de simplesmente ofertar coisas ou direcioná-lo sempre para o fundo do funil (página de checkout ou carrinho).

Muitas vezes o cliente que você está tentando obter jamais ouviu falar sobre sua empresa! Isso cria a necessidade de explicar, educar e falar em detalhes sobre sua marca. Para isso, muitas empresas apostam fortemente no Inbound Marketing e na criação de conteúdo orgânico.

Em resumo, queremos com essa lição incentivar alguns passos antes do “prático e direto” tráfego pago: o Social Selling (item 4, mais adiante), canais de conteúdo como blogs e o próprio YouTube, e até mesmo canais de aquisição alternativos – o assunto a seguir.

3) As empresas só querem 3 coisas

Muitas empresas vendem seus benefícios como “aumente sua produtividade”, “melhore processos”, “acelere sua transformação digital” etc. Mas a grande verdade é que, no fim do dia, as empresas só querem 3 coisas:

  1. Ganhar mais dinheiro
  2. Parar de perder dinheiro
  3. Diminuir o risco de perder dinheiro

Quanto antes você entender onde sua solução ajuda as empresas, mais fácil será gerar leads e vender. É simples.

Aqueles benefícios ditos no exemplo são, na verdade, benefícios intermediários da sua solução. São coisas até legais e que geram valor, mas não exatamente aquilo pelo que as pessoas são cobradas no fim do dia.

Fazer um anúncio com um copy como “Venda mais com nossa solução, é só clicar aqui” provavelmente não vai funcionar, ainda que sua solução seja B2B, onde teoricamente as pessoas são mais maduras e ocupadas demais para perder tempo com falsas promessas.

Por mais que esse copy bata em uma das 3 principais dores das empresas, ele é genérico demais para surtir efeito. Da mesma forma, “melhore seus processos com nossa solução” também tende a não funcionar – pela mesma generalização, com o agravante de não ser um dos 3 maiores desafios das empresas.

A dica aqui é: vincule sua proposta de valor a uma das 3 maiores dores das empresas de maneira específica.

Exemplo: nós da Raizhe ajudamos empresas B2B a aumentar o faturamento e diminuir custos com mídia paga, gerando milhares de leads qualificados via LinkedIn Ads a um custo menor do que o de um pão de queijo.

Repare que o “o quê” é aumentar o faturamento e diminuir custos, vinculando 2 das 3 maiores dores. Depois aprofundamos no “como” e geramos uma promessa audaciosa e diferente o suficiente para ser única, mesmo que concorrentes eventualmente trabalhem da mesma forma.

4) Canais de aquisição alternativos funcionam!

Quando falamos de marketing digital, existem diversos canais de aquisição de clientes. O livro Traction é uma bíblia nesse sentido e aborda 19 deles. Porém, como é de 2011, já está um pouco desatualizado.

Muitas vezes lembramos apenas dos canais clássicos e mais comuns, deixando de lado as novidades e “lançamentos” desse meio. Uma lição importante é o uso de novos canais de aquisição e a experimentação deles com marketing digital B2B. Alguns exemplos:

  • Sistema de afiliação: um de nossos clientes teve muitos resultados com a tração por parceiros. Na prática, esses parceiros (os afiliados) obtinham links e códigos específicos e os usavam em posts em redes sociais e até na mídia paga, ganhando comissões por divulgar os serviços da empresa.
  • Influencer marketing: pode dar resultados incríveis (e não está no livro Traction por ser muito novo). Trabalha com pessoas influenciadoras ou até empresas do setor, que ajudam a promover eventos online ou campanhas de produtos e serviços, promovendo o produto e educando o público – às vezes até sem gastos (parcerias costumam ser iniciativas ganha-ganha entre profissionais e empresas).
  • Referral marketing: redes e grupos como o Telegram e os próprios clientes da empresa são canais ainda mal aproveitados.

E engana-se quem acha que, para trabalhar com influencer marketing, é preciso contratar o Whindersson, o Felipe Neto ou a Jade Picon para fazerem dancinha no TikTok e promover seu produto.

Com muito menos orçamento é possível criar um processo racional de aquisição, treinamento, retenção e gamificação de micro influenciadores e ter ROI com isso. Temos um cliente em que esse é um dos principais canais de tração – vamos aprofundar como o processo funciona em outro post.

5) Olhe para leads qualificados

Essa parece simples, mas muitas empresas B2B, principalmente em tráfego pago, olham muito para número de leads e custo por lead, mas não tanto para leads qualificados.

Pior ainda: muitas vezes, pelo desconhecimento do ICP citado acima, as empresas não olham para leads qualificados porque não sabem definir, em critérios objetivos, o que é um lead qualificado.

Isso implica também não saber quais perguntas fazer nos formulários para julgar se o lead está dentro, ou não, do ICP. Se sua empresa trabalha com Inbound Marketing, ou ao menos tem geração constante de leads, precisa usar estrategicamente os campos dos formulários para padronizar as informações coletadas.

Se você ainda usa campos de formulário que não revelam quem é o seu ICP, ou se decidiu começar com isso agora, vai sentir falta de replicar essas informações para os leads antigos.

Uma dica é usar plataformas de enriquecimento de leads para conseguir preencher esses campos em escala. Isso ajuda a encontrar oportunidades escondidas na sua base e a aumentar consideravelmente o percentual dela que está dentro do ICP – uma das métricas mais subutilizadas nas empresas.

6) LinkedIn Ads para empresas B2B

Esse é um dos canais mais subutilizados pelas empresas B2B, por mero preconceito de que “é caro”. Mas poucas sabem que existem empresas (nossos clientes) que chegam a pagar 10, 5 ou até 2 reais por leads qualificados B2B. Sim, 2 reais. Dá uma olhada nisso:

campanha-de-linkedin-ads

Aqui na Raizhe somos os criadores do Método INECE, a metodologia de criação e otimização de campanhas de marketing no LinkedIn que geram esses resultados.

Uma outra forma interessante de gerar resultados com LinkedIn – lembrando que aqui NÃO estamos falando de LinkedIn Ads – é fortalecer sua rede com conteúdos que geram tráfego orgânico para seu perfil.

Até poderíamos entrar em estratégias que envolvem ferramentas de vendas no LinkedIn, como Linked Helper e Voogy. Mas isso é um assunto mais avançado, para um outro dia…

7) Account-Based Marketing (ABM)

O ABM, sigla para Account-Based Marketing, é uma estratégia que visa fazer marketing para empresas grandes. A lógica é simples:

  1. Selecione as contas: escolha um número contável de empresas que quer vender, com base no seu ICP.
  2. Encontre as pessoas: entenda quais pessoas dentro dessas empresas sentem a dor que seu produto resolve.
  3. Execute a play: faça as ações de marketing baseadas nessas pessoas, num nível de especificidade de falar apenas com aquele indivíduo que trabalha naquela empresa.

A ideia é responder a perguntas como: “Qual play de ABM (nome bonito que os gringos dão para ‘ação de marketing’) vamos fazer para o Joãozinho, que é diretor do Itaú?”

E o LinkedIn Ads é um excelente canal para isso. Você pode fazer anúncios apenas para pessoas de nível de gestão e diretoria da área de vendas do Magazine Luiza, por exemplo. Ou anunciar para diretores financeiros de empresas do agronegócio com mais de 10k funcionários.

Enfim, existe um mundo de possibilidades para executar plays de ABM dentro do LinkedIn Ads, e esse é um dos principais canais para explorar essa ação.

Conclusão

Com essas dicas e grandes lições sobre marketing digital B2B, encerramos o artigo de hoje. Esperamos ter te ajudado a ter bons insights sobre suas futuras ações de marketing e de geração de tráfego.

Treine suas equipes ou busque ajuda externa. O importante é sempre testar e encontrar meios de melhorar seus resultados – o que pode ser feito com a ajuda de pessoas com experiência na área ou que já tenham trabalhado com campanhas para o segmento B2B.

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Gabriel Preuss
Escrito por
Gabriel Preuss
CEO da Raizhe · Mestre em Estatística Preditiva

Especialista em LinkedIn Ads para geração de demanda B2B. Aplica modelagem estatística à leitura de funil, qualificação de leads e previsibilidade de pipeline em empresas B2B.

gabrielpreuss.com.br  ·  LinkedIn

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